Deserto da vida

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Autor Esdras Ferreira

Deserto da vida

“O menino crescia e se fortalecia no espírito; e viveu no deserto, até aparecer  a Israel ” (Lucas 1.80)

O deserto, em seu sentido espiritual, representa aquela área de desconforto, lugar ermo e solitário ou um mundo de dificuldades. Às vezes, somos levados aos desertos da vida, onde experimentamos muitos sofrimentos, tristezas, desprezos, perseguição, afronta, etc. Em Deuteronômio 8:2 ensina: “o SENHOR te guiou no deserto, para te humilhar, para saber o que estava no teu coração…” No dicionário Strong Numbers, esta palavra “humilhar” tem vários significados, dentre eles: ser oprimido, ser curvado, enfraquecer-se, fazer menor, rebaixar, etc. Ou seja, Ele está quebrantando o teu ego, seu interior, o seu caráter moral, suas razões e suas inclinação erradas.

No deserto, você reconhece a sua arrogância, sua prepotência, sua  ambição desenfreada. Tudo isso é desfeito nos desertos da vida. Esses desertos que Deus nos proporciona para nos educar nEle e para a vida. É o deserto que o nosso coração torna mais macio e sensível à sua direção. Nossa receptividade à vontade do Senhor fica mais pré-disposto: “vou atraí-la; vou levá-la para o deserto, ali Israel me responderá como nos dias de sua infância, como no dia em que saiu do Egito.” (Os 2:15).Essa expressão atrair significa trazer de volta ou chamar a atenção, é uma forma de se aproximar dele – uma expressão de trair-nos constantemente para uma forte experiência pessoal com Ele: “Levarei para o cativeiro até que eles  admitam suas culpas. Assim, eles buscarão a minha face e buscarão ansiosamente.” (Oséias 5.15)

Moises, por exemplo, ficou 40 anos no deserto, porque Deus sabia que é o tempo necessário para tirar o Egito do coração de Moises. Então, antes de começar a realizar o ministério, Deus vai, primeiro, tirar o sistema do mundo do seu coração. Vai tirar aquilo que te aprecia. Vai despir aquilo que você aprendeu ou gostava, para isso, gera tempo, então não te apresses. No deserto, Deus vai testar, avaliar, examinar a sua fé, vai descobrir os motivos que te levou a decidir em querer ser usado por Deus. No deserto, também, nos força adaptar, pois à noite e fria e o dia é quente, isto é, aceita  elogios e críticas, fartura ou fome, conquista ou perdas.

A murmuração  pode comprometer todo processo de preparo do seu ministério: “Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? “Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: ‘Por que me fizeste assim?” (Romanos 9:20)

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